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Corrente de bicicleta: quando trocar, como medir, trocar e lubrificar

A corrente gasta é a peça barata que destrói as peças caras: cassete e coroa. Veja como medir o desgaste, trocar no tamanho certo e escolher o lubrificante com base em teste de laboratório, e não em rótulo de frasco.

Por Redação DH BrasilPublicado em 16 min de leitura
Gota de lubrificante caindo sobre a corrente de uma bicicleta na coroa, em close
Imagem ilustrativa gerada com IA

A corrente de bicicleta é a peça mais barata da transmissão e a que mais trabalha: centenas de articulações sob carga a cada volta do pedivela, no meio de poeira, barro e água. Quando passa do ponto, ela não morre sozinha. Leva junto o cassete e a coroa, que custam várias correntes. Aqui você aprende a medir, trocar e lubrificar com os números de quem testou em laboratório. Vale para mountain bike, speed e gravel.

0,5%limite de troca em 11 e 12 velocidades
2a 3correntes por cassete, trocando no limite
3a 5 vezesvida da transmissão com cera por imersão
8.000Nresistência mínima de qualquer corrente

Como a corrente de bicicleta se gasta e por que ela come o cassete?

Corrente não estica: o aço das placas não se alonga no uso normal. O desgaste é por dentro. Em cada elo, um pino gira dentro da bucha (nas correntes atuais, formada pela própria placa interna) e o rolete gira por fora dela. A poeira que entra com o lubrificante vira pasta de lixa ali. O pino afina, o furo alarga e cada elo abre um pouco mais quando é puxado. Somado em mais de 100 elos, isso aparece como corrente "mais comprida".

O passo de uma corrente nova é de meia polegada (12,7 mm) entre pinos, e os dentes do cassete e da coroa foram desenhados para ele. Com o passo maior, o rolete não assenta mais no fundo do vão: sobe na face do dente e escorrega sob força. A Zero Friction Cycling (ZFC), laboratório australiano que testa correntes e lubrificantes, resume: a 0,6% a corrente começa a desgastar os dentes para caber no passo novo; a 0,8% faz isso de novo em todas as engrenagens. Nasce o dente em gancho do cassete velho.

Corrente e cassete gastos juntos funcionam, porque um se adaptou ao outro; a corrente nova é que pula. Trocando no ponto certo, diz a ZFC, você passa 2 a 3 correntes por cassete e 4 a 6 por coroa.

Quando trocar a corrente da bike?

Pela medida, não pela quilometragem. A referência da Park Tool e da ZFC é 0,5% de alongamento para cassetes de 11 velocidades ou mais e 0,75% para 10 velocidades ou menos; bike de uma marcha tolera 1%. Mais marchas, corrente mais fina e folga menor. Os fabricantes divergem:

  • SRAM: para as correntes Eagle de 12 velocidades, a orientação oficial é trocar em 0,8% num medidor aprovado. A ZFC considera tarde demais para preservar o cassete.
  • Shimano: o medidor da marca, o TL-CN42, é do tipo passa ou não passa e, na conferência da ZFC, entrou exatamente numa corrente com 0,5%. Nos materiais públicos que consultamos, a Shimano não publica um percentual único.
  • KMC: o glossário técnico não crava número; como as KMC servem em Shimano e SRAM, use o limite da sua transmissão.

Para 11 e 12 velocidades, fique com 0,5%. Passar disso economiza uma corrente de R$ 250 e arrisca um cassete de R$ 600 ou mais.

Como medir com o medidor de desgaste

O medidor tem uma ponta fixa e outra que só cai entre os roletes quando o alongamento chegou à marca. Coloque a corrente na coroa maior e num pinhão grande, para o câmbio esticar o lado de baixo. Encaixe a ponta fixa e deixe a outra cair, sem forçar. Meça em 3 a 5 trechos, porque o desgaste não é uniforme, e use o pior. Corrente suja ou recém-encerada lê menos que o real: meça antes de lubrificar.

A ferramenta importa. Na conferência da ZFC, o Park Tool CC-2 marcou 0,75% numa corrente com 0,5%, e o Super B e o Ice Toolz leram uns 40% abaixo do real. Shimano TL-CN42, Park Tool CC-4 e Pedro's acertaram. Um medidor bom custa por volta de R$ 90 a R$ 110 no Brasil.

Como medir com régua

Doze elos completos (24 pinos) medem 12 polegadas, ou 304,8 mm, de centro a centro de pino. Alinhe um pino no zero de uma régua de aço e veja onde cai o 24º seguinte. Com 0,5% de desgaste, ele passa uns 1,5 mm da marca (1/16 de polegada); com 0,75%, uns 2,3 mm. Deixe o elo rápido fora do trecho.

Qual corrente serve na minha bike?

Conte os pinhões do cassete, não o total de marchas. Uma bike "24 marchas" com três coroas e oito pinhões usa corrente de 8 velocidades; uma 1x12 usa corrente de 12.

Corrente por número de velocidades (larguras aproximadas, medidas por fora dos pinos)
CasseteLargura externa (mm)Grupos de exemploLimite de troca (%)Emenda
6 a 8 velocidades7,0 a 7,8Tourney, Claris0,75Elo rápido, em geral reutilizável, ou pino
9 velocidades6,6 a 6,8Altus, Alivio, Sora, CUES U40000,75Elo rápido ou pino de montagem
10 velocidades5,9 a 6,2CUES U6000 10v, GRX 4000,75Elo rápido ou pino de montagem
11 velocidadescerca de 5,5CUES 11v, Deore Linkglide, Tiagra0,5Elo rápido (Shimano: uso único)
12 velocidades5,2 a 5,3Deore, SLX, XT, XTR, Eagle, 105 12v0,5 (SRAM Eagle: 0,8 oficial)Elo rápido ou PowerLock, uso único

Pela KMC, até 8 velocidades as correntes são 1/2 x 3/32 polegada; de 9 a 12, 1/2 x 11/128. Corrente de 11 num cassete de 12 raspa e troca mal.

Hyperglide+, Linkglide e Flattop: o que muda

Hyperglide+ é o 12 velocidades dos grupos MTB da Shimano (Deore, SLX, XT, XTR), com rampas e placas desenhadas para trocar sob força. As correntes CN-M6100, M7100, M8100 e M9100 são intercambiáveis. Misturar com Eagle comum costuma funcionar, mas cada marca só garante a própria.

Linkglide é a linha feita para durar: a Shimano anuncia resistência ao desgaste três vezes maior que a do Hyperglide, pensando em e-bike. Está no CUES e nas versões 11v do Deore e do XT. A corrente CN-LG500 é a mesma em todo o CUES e, segundo a Shimano, funciona também em 11v Hyperglide. O cassete Linkglide pede câmbio e trocador Linkglide.

Flattop é a corrente SRAM de placa plana e rolete maior, em duas famílias parecidas que não se misturam: a de estrada (12v AXS de speed e gravel XPLR) e a T-Type da Eagle Transmission. A SRAM diz que a Flattop de estrada não serve no Eagle, e a T-Type só trabalha com cassete e coroa T-Type. Confira seu grupo na escada de grupos.

Corrente direcional: as Shimano de 10, 11 e 12 velocidades têm placas assimétricas e trocam melhor com a marca impressa para fora e a seta, quando houver, no sentido de giro do pedivela. As KMC não são direcionais, diz o fabricante. Na SRAM, siga a embalagem.

Como trocar a corrente da bicicleta passo a passo?

Leva de 15 a 30 minutos. Ferramentas: extrator de corrente compatível com o número de velocidades (por volta de R$ 40 a R$ 85), alicate de elo rápido, elo rápido novo ou pino de montagem da mesma velocidade, medidor, pano e desengraxante. Não há torque de aperto: o que importa é o elo travado e livre.

Qual o tamanho certo da corrente?

Curta demais, ela estica o câmbio no maior com o maior, ou no fim do curso de uma full suspension, até arrancar a gancheira. Longa demais, bate no quadro. A corrente nova vem com 116, 126 ou 138 elos, e você corta.

O método geral: passe a corrente pela coroa maior e pelo pinhão maior, sem passar pelo câmbio traseiro, e some uma polegada ao ponto em que as pontas se encontram, ou seja, um elo interno e um externo. É o "mais 2 elos" das oficinas. A Park Tool indica esse método para cassetes até 36 dentes e manda somar duas polegadas em 1x com pinhão de 42 dentes ou mais. Nos 12 velocidades, a regra do fabricante vale mais:

  • SRAM Eagle (com gancheira): coroa e pinhão maiores, sem o câmbio, com sobreposição de um elo interno e um externo.
  • SRAM Eagle Transmission: tabela da SRAM ou aplicativo AXS, pelo tamanho da coroa e da balança do quadro.
  • Shimano 12v: o manual do câmbio traz uma tabela de elos a somar conforme o cassete e o tipo de quadro.
  • Full suspension: a Park Tool manda tirar o amortecedor (ou o ar dele) e comprimir a suspensão até o fim antes de medir, para sobrar corrente onde ela é mais exigida.
  1. Alivie a tensão. Passe para o pinhão menor e, se houver, a coroa menor.
  2. Abra a corrente velha. Com elo rápido, aperte-o na diagonal com o alicate até soltar. Sem ele, empurre um pino para fora com o extrator. Fotografe antes o caminho da corrente pela gaiola do câmbio.
  3. Olhe o cassete e a coroa. Se a corrente velha passou muito do limite e os dentes estão em gancho, a corrente nova vai pular. Melhor saber agora.
  4. Passe a corrente nova. Pelo câmbio dianteiro (se houver), pelo pinhão menor e pelas duas roldanas, por dentro das abas da gaiola. Em corrente Shimano, a marca fica para fora.
  5. Ache o tamanho. Tire a corrente das roldanas, coloque na coroa maior e no pinhão maior, junte as pontas e conte uma polegada a mais, ou o que mandar a tabela do fabricante. Em full suspension, com a suspensão comprimida. Marque o pino com caneta.
  6. Corte no lado certo do elo. Para elo rápido, as duas pontas terminam em elo interno (o estreito), porque o elo rápido faz o papel do externo. Para pino Shimano, uma ponta fica com elo interno e a outra com externo.
  7. Feche com elo rápido. Encaixe as metades com a emenda no lado de cima da corrente, segure o freio traseiro e pise no pedal até ouvir o estalo, ou use o alicate. A seta do elo, quando houver, aponta no sentido de giro.
  8. Ou feche com pino de montagem. Use pino novo da mesma velocidade, nunca o original que saiu. Ponha a ponta-guia no furo, empurre com o extrator até o pino nivelar com as placas e quebre a guia com alicate.
  9. Procure elo duro. Gire o pedivela para trás: o elo que não dobra salta nas roldanas. Dobre-o de lado com as mãos até soltar.
  10. Teste extremos e marchas. Na coroa e no pinhão maiores, o câmbio não pode ficar no limite; no menor com o menor, a corrente não pode encostar nela mesma. Troque todas as marchas pedalando forte e, se precisar, siga o guia de como regular o câmbio.

Erros comuns na troca

Usar extrator de moto ou de corrente larga em 11 e 12 velocidades, que entorta a placa. Reaproveitar o pino original da Shimano. Copiar o tamanho da corrente velha sem conferir. Medir full suspension sem comprimir. E culpar a corrente nova pelo pulo quando o gasto é o cassete.

Lubrificante seco, úmido ou cera: qual usar?

Na terra, os testes são claros: lubrificante úmido é a pior escolha para trilha e estrada de terra. Líquido e pegajoso, ele segura a poeira, e a mistura vira pasta de polir dentro dos elos.

  • Úmido: óleo que não seca. Aguenta chuva, mas segura poeira; faz sentido no asfalto molhado.
  • Seco: película fina, muitas vezes com PTFE ou cera. Junta menos sujeira e sai mais rápido.
  • Cera em gota: cera num veículo que evapora e deixa revestimento sólido.
  • Cera por imersão: corrente limpa mergulhada em parafina com aditivos derretida.

A ZFC roda cada produto 5.000 km em máquina, sem limpar a corrente, em blocos de 1.000 km limpos, com poeira e com água. O desgaste sai como porcentagem da margem de 0,5%: 100% é corrente no limite de troca.

Desgaste da corrente por lubrificação no teste da Zero Friction Cycling (porcentagem da margem de 0,5% consumida; menor é melhor)
Lubrificação1.000 km com poeira (%)1.000 km com água (%)Acumulado em 4.000 km (%)
Cera por imersão (Molten Speed Wax, Silca Hot Melt)2,6 (média dos 5 melhores, ceras incluídas)8,612,7
5 melhores de gotejar (como Silca Super Secret e Ceramic Speed UFO)6 a 831,253,6
5 melhores úmidoscerca de 25 a 2848,9não divulgado
Média de todos os de gotejarcerca de 25 a 2866,7110,2
5 piores de gotejar71,3não divulgadonão divulgado

A ZFC calcula de 3 a 5 vezes mais vida para corrente e transmissão com cera, contra lubrificantes de gotejar medianos. No atrito de bancada, as melhores graxas de fábrica perdem 6 a 7 W, as piores perto de 10 W, e os lubrificantes mais rápidos ficam entre 3 e 4 W (o Ceramic Speed UFO Drip mediu 3 W).

E a graxa que vem de fábrica?

KMC e Shimano defendem mantê-la. A ZFC mediu o contrário: no bloco limpo, a graxa de fábrica da Shimano desgastou quase 5 vezes mais que a média dos 5 melhores de gotejar, e cera não adere sobre graxa. Se vai encerar ou usar cera em gota, tire a graxa da corrente nova antes de montar: a ZFC usa três banhos de 200 ml de aguarrás mineral e dois de álcool. Com óleo úmido, rodar com ela até a primeira limpeza é aceitável.

Parafina em casa funciona?

Com a cera certa, sim. A ZFC aprova ceras próprias para corrente (Molten Speed Wax e Silca Hot Melt), com aditivos de baixo atrito, e desaconselha vela derretida, que dá desgaste alto. Basta uma panela elétrica de 1,5 a 3,5 litros: corrente limpa mexida na cera derretida, pendurada para esfriar e com os elos soltos à mão.

Como e com que frequência lubrificar a corrente no barro e na poeira?

Antes de lubrificar, passe na corrente um pano com álcool, para o produto não levar a poeira de fora para dentro. Aplique uma gota por rolete na parte de baixo da corrente, girando o pedivela para trás, dê uns dez giros e limpe bem o excesso: o lubrificante trabalha dentro do elo, e o que fica por fora só junta sujeira. Cera em gota precisa secar: aplique na noite anterior. Nunca borrife perto do disco de freio.

O intervalo varia (a ZFC viu o mesmo produto durar de 200 a 800 km conforme o ciclista). Reaplique quando a corrente soar seca. Referências:

  • Asfalto seco: os fabricantes de óleo citam 100 a 150 km; a cera por imersão rende uns 300 km (200 a 250 km para máxima vida da corrente).
  • Terra na seca: de maio a setembro, no Sudeste e no Centro-Oeste, a poeira fina encurta tudo. A ZFC re-encera com 6 a 8 horas de pedal fora de estrada, e a cera em gota dura cerca de metade disso. Óleo pode não passar de 40 km na poeira pesada.
  • Barro e chuva de verão: a água leva areia para dentro do elo. Seque e reaplique logo. Na cera, enxágue em água fervente num recipiente aberto, nunca tampado, e volte à panela; no óleo, só solvente tira a areia.
  • e-MTB: o motor multiplica a carga. A ZFC corta pela metade o intervalo de cera (4 horas fora de estrada) e desaconselha óleo úmido, mesmo os vendidos para e-bike.
  • Litoral: seque após o pedal e prefira tratamento antiferrugem, como o EPT da KMC (650 horas em névoa salina antes da primeira ferrugem, diz a marca).

Como limpar a corrente

Na rotina, desengraxante biodegradável (cítrico ou à base de água), escova e pano, com a corrente na bike. A máquina de limpar corrente tira o grosso, mas, segundo a ZFC, fica longe de limpar por dentro. Para zerar uma corrente com óleo, tire-a e faça banhos de solvente: uma corrente que rodou com graxa pode pedir mais de 3 litros de aguarrás. Enxágue, seque bem (o secador de cabelo ajuda) e só então lubrifique. A lavagem completa da transmissão está no guia de manutenção de bike.

Quanto dura uma corrente de bike e quanto custa trocar?

Não há quilometragem garantida, mas a tabela da ZFC dá a ordem de grandeza: com o lubrificante de gotejar médio, a corrente chega ao limite antes de 4.000 km de uso misto; com os 5 melhores, a projeção é de uns 7.000 km. No bloco com água, a média consumiu dois terços da margem em 1.000 km: no barro, a corrente chega ao limite perto de 1.500 km. Em e-MTB, menos ainda.

A corrente também pesa. Nos testes de durabilidade da ZFC, a XTR de 12 velocidades durou quase o dobro da Dura-Ace de 11, e as SRAM X01 e XX1 Eagle, cerca do dobro da XTR. Resistência não é problema: o mínimo é 8.000 N, e corrente que parte quase sempre parte numa troca sob força ou num pino mal montado.

Preços em lojas brasileiras em outubro de 2026, por volta de:

  • Corrente de 8 velocidades (KMC X8, Z8.3): R$ 70 a R$ 120.
  • Shimano Deore CN-M6100, 12v: R$ 150 a R$ 320, a maioria entre R$ 230 e R$ 280.
  • SRAM Eagle 12v: perto de R$ 270 a NX, R$ 425 a GX, R$ 520 a GX T-Type e R$ 750 a XX1.
  • Cassete Shimano Deore 10-51: R$ 530 a R$ 1.150.
  • Lubrificante de 120 ml: R$ 50 a R$ 120.
  • Mão de obra na oficina: em geral R$ 30 a R$ 100, fora a peça.

Numa Deore, deixar a corrente passar de 0,75% transforma uma troca de R$ 250 numa de R$ 900 ou mais, com cassete. Para escolher a reposição do seu nível, veja a escada de grupos Shimano de MTB.

Por que a corrente da bike faz barulho?

  • Chiado contínuo que cresce com a força: corrente seca. Limpe e lubrifique.
  • Estalo ou salto sempre no mesmo ponto da corrente: elo duro, elo rápido mal travado ou elo torto. Gire para trás e observe as roldanas.
  • Pulo sob força com corrente velha: alongamento. Meça.
  • Pulo com corrente nova: cassete ou coroa gastos.
  • Raspagem constante: corrente cruzada num 2x, câmbio desregulado ou guia encostando.
  • Batida no quadro na descida: embreagem do câmbio desligada ou corrente longa demais.

Corrente limpa, lubrificada, dentro da medida e ainda barulhenta? É regulagem: veja o guia do câmbio.

Perguntas frequentes

Posso usar WD-40 na corrente da bicicleta?

O WD-40 comum serve para desengraxar, não para lubrificar: é fino demais e sai rápido. Depois dele, aplique lubrificante de corrente.

O que é melhor para a corrente da bicicleta, óleo ou graxa?

Nenhum dos dois de uso geral: graxa é grossa, não entra entre pino e bucha e segura terra, e óleo de motor junta sujeira. Use lubrificante de corrente; na terra, prefira cera em gota ou por imersão.

Quanto custa trocar a corrente da bike?

Em outubro de 2026, a mão de obra fica entre R$ 30 e R$ 100, e a corrente vai de R$ 70 (8 velocidades) a mais de R$ 500 (SRAM T-Type). Uma Shimano Deore de 12 velocidades sai por R$ 230 a R$ 280.

Preciso trocar o cassete junto com a corrente?

Não, se você trocar a corrente no limite (0,5% em 11 e 12 velocidades). Se ela passou muito disso e a nova pula sob força, o cassete também está gasto.

Corrente de 11 velocidades serve em 12?

Não deveria. A de 12 é mais estreita (5,2 a 5,3 mm contra cerca de 5,5 mm) e o cassete foi desenhado para ela; a de 11 raspa e troca pior.

O elo rápido pode ser reutilizado?

Nos de 11 e 12 velocidades da Shimano e da SRAM, não: os fabricantes mandam usar um novo a cada abertura. A KMC tem versões reutilizáveis, descartadas junto com a corrente gasta.

Fontes e referências

  1. Park Tool, quando trocar uma corrente gasta
  2. Park Tool, como dimensionar o tamanho da corrente
  3. Zero Friction Cycling, principais conclusões dos testes de lubrificante (v2.3)
  4. Zero Friction Cycling, precisão dos medidores de desgaste de corrente
  5. Zero Friction Cycling, instruções de cera por imersão
  6. SRAM, quando trocar a corrente Eagle
  7. SRAM, PowerLock Eagle é de uso único
  8. Shimano, instruções do Quick-Link de 11 e 12 velocidades
  9. Shimano, o que é o Linkglide
  10. KMC, glossário técnico de correntes

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